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A pele passa por diversas mudanças durante o envelhecimento, não só na sua aparência mas também em sua função. Os idosos tem comumente a pele mais seca e frágil, pois a função de barreira cutânea fica comprometida e há diminuição da produção de suor e óleo pelas glândulas, deixando-a com menor hidratação. Esse ressecamento aparece principalmente nos braços e nas pernas. Além de causar incômodo pelo aspecto áspero e mais envelhecido, a secura pode causar coceiras persistentes, irritações e até gerar alergias. Logo, uma boa hidratação é fundamental para deixar a pele sempre macia e saudável, por meio da ingestão adequada de água (lembrando que o idoso tem menos sede e, portanto, é mais propenso a desidratação) e com o uso de cremes hidratantes potentes (sem fragrância, de preferência) após o banho e sabonetes suaves ou neutros (glicerinados). Vale reforçar que os banhos quentes e demorados devem ser evitados, assim como o uso de buchas ou esponjas, que agridem e  reduzem a proteção da pele, aumentam o ressecamento e o risco de alergias;

Outro quadro bastante comum na pele dos idosos é o aparecimento de manchas roxas, principalmente nos antebraços (que chamamos de púrpura senil). Elas nada mais são que sangramentos que ocorrem pela fragilidade e afinamento da pele e dos vasos abaixo dela, resultado da diminuição importante de colágeno. É importante ter cuidado para não machucar a pele no dia-a-dia, dar preferência para o uso de camisas de manga longa e não fazer uma fricção exagerada ao se secar com a toalha após o banho. Convém lembrar que o uso de medicamentos como aspirina (AAS), anticoagulantes, corticóides, algumas vitaminas e outros também podem causar e agravar essas manchas.

O câncer da pele é considerado o mais comum de todo o organismo e sua incidência aumenta com a idade. Os idosos, principalmente os de pele clara, que vivem ou viveram em ambientes com altos índices de radiação ultravioleta (alô alô, Brasil tropical!) são candidatos importantes a sofrerem deste problema. Por isso, jamais recomendamos a exposição solar desprotegida, e o uso de protetores solares de alta proteção UVA/UVB é essencial. A vitamina D pode ser reposta de forma oral, caso necessário.

As micoses de pés e de unhas também são mais frequentes com a idade. É importante preveni-las e tratá-las, pois muitas vezes podem causar feridas na pele e servir de porta de entrada para alguma outra infecção, causando erisipela e a celulite na perna, por exemplo, que podem necessitar de internação e levar a outras complicações, principalmente nos idosos. Para evitar esse problema, recomendamos cuidados como: lavar bem os pés no banho, com sabonete, e secar bem essa região, inclusive entre os dedos, ao final, com toalha ou até mesmo com um secador de cabelos no modo frio; utilizar calçados abertos, sempre que possível, para facilitar a ventilação, evitando sapatos apertados ou sandálias que comprimam os dedos.

E falando em pés… a pele da região merece atenção especial nos idosos, principalmente nos que possuem diabetes ou doenças circulatórias! Recomendamos regularmente dar uma olhada neles e se atentar a vermelhidões, alterações de temperatura na pele (esfriamento ou “calor” local), cortes, calos, verrugas, feridas, úlceras ou mudanças na circulação (pele azulada ou pálida). Se precisar, peça que alguém o ajude nesta tarefa!

Diante de tantas alterações na pele do idoso, a maioria benigna, mas algumas malignas ou potencialmente graves, o cuidado  adequado é essencial, e um exame dermatológico completo 1 a 2 vezes por ano é recomendado!

Fonte: SBD

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